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terça-feira, julho 29, 2008

Alicerçando Poesia # 319 - Juana Vàzquez Marìn - Espanha


Confundida entre las letras del universo
germinada en el iris de de las sombras
yo no sé adonde lleva este camino
nunca lo sé y siempre sigo y sigo...
Quizá me perdí al principio
entre los aullidos de las palabras amnésicas.
No entiendo por qué sigo.
Tampoco entiendo las voces mudas
que emergen en bullicio sordo
a lo largo de la estepa
ni los muros extendidos de los días
donde crecen flores amargas.
A veces me pregunto si me hallo entre los sueños
o en la vertical mirada del ocaso
que hace miope los pétalos crucificados de las rosas.
Pero nunca he dejado de caminar
y no sé decir el lugar donde estoy.
Algún día quizá despierte
Y los lagartos se irán hacía el mar
por la garganta profunda de la noche
y acaso yo me quede en un lugar indefinido
que rompa la silueta de la suma de albas…
No sé de verdad donde estoy
ni para qué sirve la trama de las palabras
que me causan ausencia y amnesia.
Debería callar y tirarlas al vertedero del olvido.
Así podría comenzar a vivir...
¡He hablado tanto en total silencio...!



"Gramática de Luna, Huerga y& Fierrro, 20



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quarta-feira, julho 23, 2008

Alicerçando Poesia # 318 - António Pedro


Ode ao Almada Negreiros

Maravilhosa plástica das coisas!
Tudo no seu lugar, as cores e os olhos
Lá no lugar de cada coisa, a vê-la
Com seu aspecto natural e próprio.


(Tudo para cada um, na variedade
Dos olhos de quem se admite na paisagem,
Ou como espectador,
Ou como actor,
Ambas as coisas uma, no concerto
Magnífico do mundo.)

...Sem memória, ou com memória a sê-la
Nos olhos a olhar completamente
Sem nenhum pensamento reservado:
- - Olhos dados a cada coisa, ou tida
- Cada coisa p’los olhos que se deram!...

Vaivém de tudo e nada, desse nada
Profético de tudo - e o tudo enorme
De cada nada afeiçoado e olhado
À feição de quem olha possuindo
E possuído, na maravilhosa
Cópula grande dos Artistas todos...

Maravilha de ter-se e ter-se dado,
Em cada olhar olhado,
E em cada cor e em cada flor mantido,
Bolindo e vendo
O sonho de se ir tendo
Realizado.


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sábado, julho 19, 2008

Alicerçando Imagens # 141 - Leonardo da Vinci



Leonardo da Vinci, Head of a Woman, Uffizi, Florence


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terça-feira, julho 15, 2008

Alicerçando Poesia # 317 - Alexei Bueno


Neste Instante

Neste instante, neste,
Vê como sonhaste
Tudo o que viveste.

A vida é um engaste
De pedra roubada,
Mas nunca o notaste.

Nada deixou nada.
Dormimos a vida.
Nesta madrugada.

Nesta hora escolhida,
Tua alma, em teu quarto,
Virgem e esvaída,

Faz seu próprio parto.


30/5/92



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domingo, julho 13, 2008

Alicerçando Poesia # 316 - Mário de Sá-Carneiro


Anto

Caprichos de lilás, febres esguias,
Enlevos de Ópio - Íris-abandono...
Saudades de luar, timbre de Outono,
Cristal de essências langues, fugidias...

O pagem débil das ternuras de cetim,
O friorento das carícias magoadas;
O príncipe das Ilhas transtornadas -
Senhor feudal das Torres de marfim...


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domingo, julho 06, 2008

Alicerçando Imagens # 140 - Salvador Dalí



Teatro Museu Dalí - Figueras


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sexta-feira, julho 04, 2008

Alicerçando Poesia # 315 - Manoel de Barros


PASSEIO Nº 2

Um homem (sozinho como um pente) foi visto da varanda pelos tontos.
Na voz ia nascendo uma árvore
Aberto era seu rosto como um terreno.

In, Matéria de Poesia


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quinta-feira, julho 03, 2008

Alicerçando Palavras # 158


- Voyez, continua Zénon. Par-delà ce village, d'autres villages, par delà cette abbaye, d'autres abbayes, par-delà cette fortresse, d'autres fortresses. Et dans chacun des châteaux d'idées, des masures d'opinions superposés aux masures de bois et aux châteaux de pierre, la vie emmure les fous et ouvre un pertuis aux sages.

L'Œuvre au Noir, 1968



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terça-feira, julho 01, 2008

Alicerçando Poesia # 314 - Sophia de Mello Breyner Andresen


MANHÃ DE OUTONO NUM PALÁCIO DE SINTRA

Um brilho de azulejos e de folhagem
Povoa o palácio que um jovem rei trocou
Pela noite frontal no descampado

Ele não quis o alaúde dos dias
Seu ombro sacudiu a frescura das salas
Sua mão rejeitou o sussurro das águas

Mas o pequeno palácio é nítido - sem nenhum fantasma -
Sua sombra é clara como a sombra dum palmar
No seu pátio canta um alvoroço de início
Em suas águas brilha a juventude do tempo.